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Bitola de fio por potência: tabela e como escolher

Escolher a bitola do fio não é chute nem “o que sobrou da obra passada”. Um condutor subdimensionado esquenta, degrada a isolação com o tempo e pode causar incêndio; um superdimensionado encarece o serviço sem necessidade e dificulta a passagem no eletroduto. A referência que este site usa é a ficha técnica do cabo: Prysmian e Cobrecom publicam quanta corrente cada seção conduz em cada método de instalação. É documento de quem fabrica o produto e responde por ele.

Da potência à corrente

O ponto de partida não é a bitola, é a corrente (em ampères) que o circuito vai conduzir. A corrente depende da potência dos aparelhos e da tensão do circuito. De forma simplificada, em circuito monofásico:

  • corrente (A) = potência (W) ÷ tensão (V)

Um chuveiro de 5.500 W em 220 V puxa cerca de 25 A; o mesmo chuveiro em 127 V puxaria mais de 40 A, o que já mostra como a tensão muda tudo. Com a corrente estimada, você procura a seção do condutor, medida em milímetros quadrados (1,5 mm², 2,5 mm², 4 mm² e assim por diante), capaz de conduzir aquela corrente com segurança.

O que muda a escolha além da corrente

A corrente sozinha não fecha a conta. Vários fatores empurram a bitola para cima:

  • Forma de instalação: fio embutido em eletroduto dentro da parede dissipa calor pior que um cabo ao ar livre, e isso reduz a corrente admissível.
  • Agrupamento de circuitos: vários cabos juntos no mesmo eletroduto se aquecem mutuamente.
  • Temperatura ambiente elevada reduz a capacidade do condutor.
  • Queda de tensão em trechos longos, que pode exigir uma seção maior mesmo com corrente baixa, para o aparelho receber tensão adequada na ponta.

Por isso a norma traz fatores de correção: dois circuitos com a mesma potência podem pedir bitolas diferentes conforme onde e como são instalados. E a bitola precisa estar coordenada com o disjuntor: o disjuntor protege o fio, então ambos são escolhidos juntos.

Confira sempre a norma oficial

Dois valores ajudam a conferir se um dimensionamento faz sentido. Na condição mais comum em residência — condutores em eletroduto embutido em alvenaria, cobre com isolação de PVC, dois condutores carregados —, a ficha do cabo dá 24 A para 2,5 mm² e 32 A para 4 mm². Ou seja: o chuveiro de 25 A do exemplo já não cabe em 2,5 mm². E existe um piso que a prática de projeto residencial não negocia: 2,5 mm² em circuito de tomada e 1,5 mm² em iluminação, mesmo quando a corrente calculada permitiria menos. A calculadora de bitola aplica os dois: escolhe pela corrente e nunca desce do mínimo.

Esses mínimos coincidem com os da NBR 5410, que é paga e não foi lida por este site — aparecem aqui como prática consolidada de mercado, com a procedência aberta na página de fontes.

Ainda assim, qualquer tabela simplificada de potência versus bitola deve ser tratada como orientação inicial, não como resposta final. As correntes admissíveis por seção, os fatores de correção e a coordenação com a proteção mudam com o método de instalação real do seu circuito, com o comprimento e com a queda de tensão. Confira com um eletricista habilitado, que responde pela segurança da instalação. Esta página não substitui projeto elétrico.

A calculadora de bitola de fio parte da potência e da tensão para sugerir um ponto de partida seguro. Use o resultado para dimensionar e conversar com o profissional, e nunca abra mão da conferência técnica antes de fechar a instalação.

Faça a conta do seu caso agora Calculadora de bitola de fio